Notícias : Todas as manhãs, este homem pegava num martelo, desaparecia e regressava pela noite. Vinte e dois anos mais tarde, toda a gente descobriu o que ele tinha feito

Todas as manhãs, este homem pegava num martelo, desaparecia e regressava pela noite. Vinte e dois anos mais tarde, toda a gente descobriu o que ele tinha feito

22 anos insistindo

Publicado por Vamos lá Portugal em Notícias
Partilhar no Facebook
1,270 1.3k Partilhas

Todas as manhãs, este homem pegava num martelo, desaparecia e regressava pela noite. Vinte e dois anos mais tarde, toda a gente descobriu o que ele tinha feito

DashrathManji viveu toda a sua vida numa pequena povoação da Índia. Ele e sua esposa, Falguni, eram muito pobres, mas amavam-se e eram felizes juntos. Contudo, um dia Falguni ficou gravemente doente e necessitava de um médico urgentemente. Dashrath e a sua esposa foram a pé até à cidade mais próxima, que se encontrava a cerca de 80 quilómetros. Caminharam o mais rápido que puderam, mas o caminho era complicado, tinham que dar a volta a uma montanha para poder chegar ao seu destino.   

Falguni não sobreviveu à viagem. 

Para Dashrath, a perda da sua esposa foi devastadora. Não sabia como continuar a vida carregando uma dor tão grande. Sentiu que estava a ficar louco de pena e raiva e foi assim que teve uma ideia. Passou os dias seguintes a reunir todas as ferramentas de que necessitava.  

Tratava-se de um plano de magnitude astronómica. Pedaço por pedaço, pedra por pedra, começou a escavar a montanha que tinha impedido a sua mulher de sobreviver. Estava disposto a assegurar-se de que mais ninguém seria vítima do mesmo destino. Embora fosse enorme, no fundo o seu plano era muito simples: ia construir uma estrada através da montanha. 

Nesta foto, o filho de Dashrath mostra-nos as ferramentas que o seu pai usou... 

Dia após dia, impulsionado pela sua grande tristeza, Dasrath escavou incansavelmente. Tinha-se proposto ajudar a sua povoação e garantir-lhes um futuro mais próspero. 

Todos os dias ao amanhecer, durante 22 anos, desaparecia em direção à montanha. E todas as noites, voltava à aldeia, cansado e cheio de fome.

Isto tornou-se num ritual que cumpriu religiosamente até à sua morte em 2007. 

O resultado é um monumento impressionante à sua força de vontade: uma passagem de 7,6 metros de altura, 9 metros de largura e 91 metros de comprimento! 

Vinte e dois anos depois de Dashrat começar o seu projeto incrível, os habitantes da sua povoação finalmente compreenderam o que tinha estado a fazer todo esse tempo.  

A incrível façanha de Dashrath transformou completamente a vida dos habitantes desta aldeia, até das pessoas das vilas ao seu redor. Os 80 quilômetros que antes os separavam da cidade mais próxima, tinham sido reduzidos a somente 3! As pessoas que outrora estavam completamente privadas do que a cidade lhes tinha para oferecer, agora podem ir ao médico, às escolas, às lojas e fábricas a apenas uma hora de caminho.   

A vida das pessoas mudou radicalmente para melhor. Mais jovens podem frequentar a escola e outros encontraram melhores empregos na cidade. 

Antigamente, Dashrath tinha sido rotulado como louco, mas agora as pessoas da sua povoação recordam-no de uma forma muito diferente. "Dashrath morreu como um homem frustrado, uma vez que o seu trabalho nunca foi reconhecido ou premiado, mas atualmente, os moradores da aldeia têm-no na memória e a sua proeza é uma fonte de inspiração para muita gente", comentou um dos habitantes.

Pode ver a história deste extraordinário homem neste vídeo (com legendas em inglês):   

O amor de Dashrath pela sua esposa e a grande pena de vê-la morrer deram-lhe uma força impressionante, que o levou literalmente a mover montanhas! A sua perseverança deu novas esperanças ao futuro da sua comunidade, cujos membros lhe ficarão para sempre agradecidos. Pode ser que não tenham reconhecido a sua grandeza enquanto estava vivo, mas agora estão a fazer o seu esforço para emendar o seu descuido. Descansa em paz, Dashrath, tu mereces!

Partilhar no Facebook
1,270 1.3k Partilhas

Fonte: No lo creo · Crédito foto: No lo creo

Goste/partilhe