Notícias : Durante 77 anos, ele ouviu a voz do falecido pai. Agora que está a morrer, este homem recebe uma mensagem final.

Durante 77 anos, ele ouviu a voz do falecido pai. Agora que está a morrer, este homem recebe uma mensagem final.

Ele teve a última palavra.

Partilhar no Facebook
820 820 Partilhas

Durante 77 anos, ele ouviu a voz do falecido pai. Agora que está a morrer, este homem recebe uma mensagem final.

A história de Rafael Zohler trata-se de amor verdadeiro. O presente único que o pai, no leito de morte, deixou, pode provar que o amor transcende a morte.

Quando Rafael tinha 8 anos, o pai foi inesperadamente diagnosticado com cancro . Ele tinha apenas 27 anos. O jovem pai sabia que ia morrer mas não quis contar ao filho. Ao invés disso, nas suas últimas horas juntos, eles sentaram-se e fizeram planos para o futuro e sonharam com aventuras de pesca ainda por vir. Quando o pai morreu, Rafael ficou completamente arrasado. A única coisa que o fez continuar foi o último "sinal de vida" que o pai deixou para trás. Uma enfermeira entregou a Rafael uma série de cartas escritas pelo pai que tinham o objetivo de guiá-lo durante toda a sua vida.

Os envelopes não tinham nenhum endereço, apenas pequenas notas. No primeiro envelope estava escrito, "Quando eu não estiver mais aqui." Rafael abriu a primeira carta.


"Meu filho,

Se estás a ler isto, é porque eu já morri. Desculpa-me por ter ter escondido a verdade. Eu não te contei porque não queria ver-te chorar. Foi uma decisão minha. Eu acho que uma pessoa que está a ponto de morrer tem o direito de ser um pouco egoísta. Há tanta coisa que eu te quero mostrar, tanta coisa que tu não consegues entender agora. Então, resolvi escrever estas cartas.

Por favor só as abras nos momentos escritos no envelope, está bem? Este é o segredo. Eu amo-te. Cuida bem da tua mãe. Agora és o homem da casa.

Com amor,

Do teu pai.

PS: Não há cartas para a mãe, ela ficou com o carro."


Rafael ficou encantado e confortado com este presente único de despedida. Parecia até que o pai ainda estava com ele, guardado numa série de envelopes numa bonita caixa de madeira.  Havia uma carta para cada ocasião importante e Rafael seguiu o desejo do pai, abrindo cada carta no momento em que ele tinha escrito no envelope.

Rafael ficou mais velho e continuamente recorria às palavras do pai, especialmente na fase difícil da puberdade. Aos 15 anos, Rafael teve uma grande briga com a mãe a respeito do novo namorado dela. Ele achava que o homem não queria nada com a vida e que não merecia o tempo dela. Ele levou uma chapada na cara por dar a sua opinião. Mas mesmo assim, o pai ficou ao seu lado. Rafael abriu o envelope com o título, "Para quando estiveres zangado a sério com a mãe."


"Conversa com ela e pede perdão. Eu não sei quem começou a discussão e quem estava certo, mas eu conheço a tua mãe. Fala com ela e pede desculpa. Isso é o melhor que podes fazer.

Ela é a tua mãe e ama-te mais do que qualquer coisa neste mundo. Sabia que ela te deu à luz sem nenhum remédio para as dores porque alguém lhe disse que seria melhor para ti? Já viste uma mulher em trabalho de parto? Precisas de mais alguma prova do amor dela por ti?

Pede desculpa e ela vai perdoar-te. 

Amo-te.

Do teu pai."


Rafael ficava sempre surpreendido ao ver que os conselhos do pai eram sempre apropriados. O pai dele não era nenhum tipo de escritor, era um homem de números. Mesmo assim, o menino de 15 anos guardou as palavras dele no coração. Ele aproximou-se da mãe e pediu desculpa, mostrando-lhe a carta. Enquanto faziam as pazes, os dois sentiram como se o pai de Rafael estivesse com eles, fazendo parte daquele momento de reconciliação familiar.

Passaram-se alguns anos até ao momento em que Rafael pôde abrir a próxima carta. Finalmente chegou o dia em que ele pôde abrir o envelope que dizia: "Quando perderes a virgindade."


"Parabéns, filho!

Não te preocupes, vais melhorar com o tempo. A primeira vez é sempre um pouco assustadora. A minha primeira vez foi com uma rapariga pouco atraente que tinha muito mais experiência do que eu.

Eu tinha medo que fosses perguntar à tua mãe o que era "virgindade" quando lesses o envelope...

Com amor,

Do teu pai"


Para cada momento difícil e de felicidade na sua vida, Rafael recebeu uma carta cheia de conforto, calma e às vezes sentimentos engraçados. Quando Rafael iniciou a sua família, ele abriu o envelope que dizia, "Quando fores pai":


"Agora sabes o que é amor verdadeiro, meu filho. Pensavas que seria o amor por uma mulher. Mas, na verdade, amor verdadeiro é o que sentes por esse serzinho que está ao teu lado. Eu não sei se é um menino ou uma menina.

O que quer que seja, aproveita! O tempo passa incrivelmente rápido, então fica por perto. Não deixes que os momentos te escapem, eles nunca voltarão. Troca as fraldas, dá banho à criança. E acima de tudo: Sê alguém inspirador. Eu sei que tens tudo para ser um grande pai, meu filho."


Mesmo Rafael tendo mantido a promessa que fez de só abrir as cartas nos momento apropriados, ele quebrou a regra uma vez quando ele abriu a carta com o título, "Se te deres conta que és gay" (mesmo não o sendo):

"Que devo dizer? Graças a Deus que eu estou morto. AHAAHAH Estou a brincar! Eu cheguei a um ponto em que eu me dei conta de que dei muita atenção a coisas desimportantes. Pensaste que algo mudaria sobre como eu me sinto sobre ti? Não sejas idiota, sê feliz contigo mesmo!"


Cada carta tocou o coração de Rafael e a maioria colocou um sorriso no seu rosto, mesmo que algumas lhe tenham levado as lágrimas aos olhos. A princípio ele nem quis abrir o envelope com o título, "Quando a tua mãe morrer." Estas quatro palavras ficaram marcadas no seu coração:

"Agora ela está comigo."

As palavras do pai dele guiaram Rafael nos bons e maus momentos até ele abrir uma carta num momento em que a maioria das pessoas têm medo. Aos 85 anos, cercado de máquinas nas suas últimas horas, Rafael abriu a última carta com o título: "Quando chegar a tua hora.":


"Olá, meu filho!

Espero que estejas ler isto quando estiver velhinho. Esta foi a primeira carta que escrevi em todos estes anos e foi a mais fácil. Ela levou embora a dor que eu senti em perder-te. Eu acho que começas a ver com mais clareza quando está próximo o fim da vida. Consegues ser mais direto. 

Nestes últimos dias pensei muito sobre a minha vida. Ela foi curta, porém bonita. Eu fui o teu pai, o marido da tua mãe, o que mais eu poderia pedir? Com estas realizações eu posso ir em paz, e agora é a tua vez de encontrar a tua paz.

O meu único conselho é: não tenhas medo.

PS: Eu estou com saudades tuas."


E assim a história e a vida de Rafael chegaram ao fim. Foi um gesto tão emocionante que mostra como os nossos entes queridos permanecem conosco. Mesmo que eles não estejam aqui em forma de cartas, eles permanecem no nosso espírito e na nossa memória. Que pensamento lindo: que uma parte de nós continue viva nas pessoas que amamos e que deixamos quando partimos.

Partilhar no Facebook
820 820 Partilhas

Fonte: http://www.feroce.co/rafael-zohler/?ref=fb · Crédito foto: http://www.feroce.co/rafael-zohler/?ref=fb

Goste/partilhe