Notícias : ​Diziam que eles morreram de sífilis, mas quando abriram os seus caixões, a verdade foi exposta!

​Diziam que eles morreram de sífilis, mas quando abriram os seus caixões, a verdade foi exposta!

A verdade é exposto à luz!

Partilhar no Facebook
822 822 Partilhas

Diziam que eles morreram de sífilis, mas quando abriram os seus caixões, a verdade foi exposta!

Durante a Primeira Guerra Mundial, centenas de trabalhadoras foram trabalhar para o seu estúdio, onde pintavam mostradores e relógios com rádio, um elemento químico descoberto por Marie Curie a menos de 20 anos atrás.

Este era um trabalho de elite para estas pequenas trabalhadoras, pagando três vezes mais que maior parte dos trabalhos de fábrica, dando assim alguma liberdade financeira às mulheres. Muitas delas eram adolescentes com mãos pequenas, perfeitas para este trabalho.  

A luminosidade do rádio era atrativa, e as pintoras de mostradores foram apelidadas de “as raparigas fantasma” porque no fim dos seus turnos, elas brilhavam no escuro, literalmente. Depois vestiam os seus melhores vestidos e iam dançar. Até pintavam os dentes com rádio.

Grace Fryer, uma jovem mulher de 18 anos e as suas colegas seguiam meticulosamente a técnica ensinada: era lhes pedido que passassem a ponta dos pincéis entre os lábios para os ajustar, engolindo uma pequena quantidade de tinta verde brilhante.   

Foi-lhes dito que era inofensivo, mas não era verdade. Desde que o rádio foi descoberto, sempre foi sabido que estava longe de ser inofensivo. Marie Curie sofreu de queimaduras por radiação. Pessoas morriam de envenenamento por rádio mesmo antes de mostradores serem pintados. Os homens das empresas de rádio usavam aventais de chumbo nos seus laboratórios enquanto manipulavam o elemento com pinças de marfim. As pintoras, no entanto, não tinham tal proteção nem foram avisadas acerca dessa necessidade.

Acreditavam que uma pequena dose de rádio era boa para a saúde. Era bebido em tónicos, integrado na manteiga, leite, pasta de dentes e cosméticos.

MollieMaggia, uma colega de Grace, teve que sair do estúdio por estar doente. Ela não sabia o que se estava a passar. Tudo começou com uma dor de dentes. O seu dentista arrancou-o, mas outro dente começou a doer e também teve que ser tirado. Formaram-se úlceras em toda a sua boca. Depois os seus membros começaram a doer, ao ponto de deixá-la incapaz de andar. O seu médico pensou ser um reumatismo e apenas lhe deu aspirina. Em maio de 1922, Mollie já teria perdido quase todos os dentes e a infeção espalhou-se. Durante uma operação ao maxilar, o osso desfez-se, literalmente, nos dedos do dentista. Todo o seu maxilar foi removido sem precisar de uma operação.   

Mollie desintegrou-se, a doença chegou aos tecidos da sua garganta. No dia 12 de setembro de 1922, a sua boca ficou cheia de sangue e a hemorragia não parava. Ela morreu com 24 anos. Muitas das colegas de Mollie acompanharam-na até a campa, uma a uma.

Como é óbvio, o empregador negou a responsabilidade pelas mortes destas jovens mulheres, no entanto, um especialista investigou o assunto em 1924, revelando a ligação entre o rádio e a doença destas mulheres.

O rádio constantemente ingerido por estas mulheres emitiu radiação que deixou os seus ossos alveolados. Ele estava a fazer buracos nos seus corpos enquanto elas estavam vivas. As pernas destas mulheres foram encurtadas e espontaneamente fraturadas. Os ossos começaram a brilhar por causa do rádio. E não havia como removê-lo. 

E se as mulheres não morreram com o mesmo problema de Mollie, no maxilar, sofreram sarcomas e tumores cancerígenos nos ossos, que se espalharam por todo o corpo.

Durante a Grande Depressão, Catherine Wolfe, uma antiga empregada que desenvolveu um tumor do tamanho de uma toranja na anca, levou o seu caso ao tribunal. Ela perdeu os dentes e partes do seu maxilar e tinha que andar constantemente com lenços perto de si para absorver o pus. Ela e amigas dela foram abandonadas pelos seus entes queridos porque ousaram processar uma das poucas firmas que ainda se estava a aguentar. Apesar da morte estar iminente, ela deu provas ao tribunal no seu leito de morte. Com a ajuda do seu advogado Leonard Grossman, que se voluntariou, ela conseguiu justiça para todas as trabalhadoras.  

Este foi um dos primeiros casos onde o empregador foi considerado culpado pela morte dos seus empregados, levando ao estabelecimento da Administração de Segurança e Saúde do Trabalho. Antes da sua implementação, 1400 pessoas morreram todos os anos por causa do seu emprego. Hoje em dia, esse número é de 4500.

As “raparigas fantasma” deixaram também uma valiosa herança à ciência no que toca aos efeitos do rádio.

Partilhar no Facebook
822 822 Partilhas

Fonte: Ayoye · Crédito foto: Ayoye

Goste/partilhe