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​8 animais geneticamente modificados para o benefício do Homem

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8 animais geneticamente modificados para o benefício do Homem

Estamos numa época em que tudo avança a uma velocidade vertiginosa para algumas pessoas. Em todos os âmbitos avançamos tão depressa que se estivermos dois meses desligados da atualidade não acreditaremos o quanto as coisas mudaram.

Um dos campos que mais rápido tem avançado e que traz mais dores de cabeça é a investigação genética. Este tipo de estudo está inevitavelmente ligado às leis éticas e morais envolvidas na modificação e criação de novas espécies, porque não sabemos muito bem que tipo de reações esses indivíduos podem causar num ambiente natural sem controlo.

Se a isto juntarmos o uso de alguns genes humanos em outras espécies, as questões ético-morais aumentam e a barreira entre o que está certo e o que está errado começam a desvanecer perigosamente.

O que é um animal transgénico?  

Os animais transgénicos são aqueles que foram modificados geneticamente, mudando algumas sequências do seu ADN para conseguir um efeito em particular.

Estas operações podem ser destinadas a fins tão louváveis como o progresso no tratamento de certas doenças, na fabricação de medicamentos de forma endógena, xenotransplantes (uso de órgãos de animais em seres humanos sem possibilidade de rejeição) ou fins meramente comerciais como a mudança de algumas características de certos animais devido ao puro interesse económico.

Até à data, não existe nenhum animal transgénico legalmente permitido para o consumo humano. Isso não impede que se estude mais esta parte de criar animais com certas vantagens em relação aos atuais.

Aqui não vamos discutir se as terapias de modificação genética em animais são censuráveis ou não, uma vez que existem 1000 razões para apoia-las e outra 1000 para contraria-las. Vamos dar-lhe a conhecer alguns animais transgénicos e no que foram modificados, deixamos-lhe a si fazer os juízos de valor.

A ovelha 15% humana 

O professor Esmail Zanjani da Universidade do Nevada é responsável por este animal. 7 anos e 7 milhões de euros foram necessários para criar este híbrido.

Esta ovelha permitirá, num futuro não muito distante, usar os seus órgãos para serem transplantados para humanos em caso de necessidade. O fígado, o coração, os pulmões e o cérebro sãos as partes com mais material genético humano.

Os debates sobre a ética e a moralidade desses estudos já estão na boca de todos os cientistas a favor ou contra.

A vaca que dá insulina 

Chama-se Patagonia I e foi criada na Argentina em 2007 pela empresa Biosidus. Modificou-se a genética para que produzisse leite com uma espécie de insulina muito semelhante à produzida pelos humanos e a que os diabéticos precisam.

As vacas produzem uma molécula chamada precursor de insulina e, simplesmente adicionando uma proteína em laboratório, torna-se insulina normal.

A vantagem em relação a outros estudos é que antes as vacas que produziram insulina no leite morreram de envenenamento devido ao excesso desta, mas agora, ao não fabricarem mesmo a insulina, não correm perigo.

A insulina antes utilizada vinha do pâncreas do porco e era de qualidade muito pior. Para além de ser muito mais cara e difícil de obter.

Os peixes-dourados 

Os peixes-dourados são a prova de que nem sempre as modificações genéticas são feitas para o benefício da humanidade mas sim para benefícios puramente económicos.

A modificação destes peixes, no início, era para detetar a contaminação ambiental mas, como não serviram para a sua missão, procuraram uma saída menos ética. Estes peixes foram modificados com uma proteína das águas-vivas que os faz brilhar na luz branca ou ultravioleta.

No Canadá e na Europa a venda destes peixes é proibida.

A rã translúcida 

Em Hiroshima (no Japão), criaram rãs translúcidas em 2007 juntando genes de 2 espécies de sapos japoneses. A sua utilidade era a de poder estudar o efeito de produtos químicos nos seus órgãos, o desenvolvimento de cancro, etc. nesses animais.

As rãs transparentes oferecem um método mais rápido e mais barato para realizar diferentes estudos, uma vez que não ter que dissecá-lo poupa tempo e vidas.

ANDi o primata geneticamente modificado 

ANDi é o primeiro primata geneticamente modificado. Nascido em 2001, tem nos seus genes uma proteína fluorescente extraída de um tipo de alforreca. Esta modificação genética permite que certas células sejam fluorescentes ao serem expostas a uma determinada luz do microscópio.

Na verdade, a única coisa que queriam era provar que se pode alterar a sequência genética de um ser tão complexo como um primata para introduzir outras modificações mais tarde para a cura de certas doenças, como o Alzheimer ou o cancro.

Sendo um animal tão geneticamente próximo aos seres humanos, as vozes contra este tipo de pesquisa surgiram em todo o mundo.

O salmão que dá mais carne 

A empresa norte americana, AquaBounty Technologies, tem estado a investigar nos últimos anos para criação de um salmão a que eles chamaram de AquAdvantage.

Este peixe tem incorporado o gene de crescimento do salmão Chinook que faz com que atinja 200% mais de tamanho do que um salmão normal e muito mais rápido.

No entanto, a sua comercialização não é permitida nem o consumo pelos humanos, mas já estão a exportar ovos não férteis para o Canadá, o que é um passo mais próximo.

Os porcos que podem doar a humanos 

Talvez seja demasiado cedo para afirmar que isso é possível, mas um estudo sul-coreano deu grandes passos neste campo.

Depois de várias tentativas, eles conseguiram criar um porco que produz um antígeno que tornaria a aceitação do órgão transplantado pelo recetor muito mais fácil. O porco foi chamado Somang-i

As vacas Belgian blue 

Esta raça de vacas musculadas foi deixada para o fim, uma vez que não são realmente transgénicas porque não foram geneticamente modificadas em laboratório.

Elas são produto da criação seletiva pelos humanos que juntam os maiores espécimes desta rala tentando conservar uma anomalia genética que causa hipertrofia muscular nesses animais.

Estas vacas são adequadas para consumo humano e, de facto, dizem que a sua carne é muito saborosa. Devido à sua condição genética, estes animais desenvolvem entre 15 e 20% mais massa muscular, o que se traduz em mais carne pelo mesmo preço.

Qual é a sua opinião em relação a estes animais? É a favor ou contra os animais transgénicos?

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Fonte: La voz del muro · Crédito foto: La voz del muro

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