Lifestyle : Fica mal-humorado quando tem fome? Isto é o que a ciência acaba de descobrir
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Fica mal-humorado quando tem fome? Isto é o que a ciência acaba de descobrir

Com fome e mal humurado?

Publicado por Vamos lá Portugal em Lifestyle
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Fica mal-humorado quando tem fome? Isto é o que a ciência acaba de descobrir

Está com fome e de mau humor? Não se preocupe, não é rabugem. Na verdade, essa combinação é bastante comum e faz parte dos mecanismos que o corpo humano tem para sobreviver e para encontrar sustento.

Esfomeado e mal-humorado 

Os hidratos de carbono, proteínas e os lípidos de tudo o que comemos descompõem-se em açúcares simples (como a glucose), aminoácidos e ácidos gordos para serem processados. Estes nutrientes passam a corrente sanguínea através da digestão, para serem distribuídos por todo o corpo e para serem queimados.

À medida que as horas passam e o nível de nutrientes no sangue diminui, as atividades biológicas ressentem. O cérebro percebe isto como uma ameaça e começa a segregar uma série de substâncias para ativar a sensação de fome e força-nos a repor forças. No entanto, não é o seu único truque.

Os receptores Y e Y1 

O cérebro ordena a produção de um conjunto de substâncias e hormonas para compensar a falta de glucose, como o neuropéptidorecetor Y1, relacionado tanto com os comportamentos alimentares vorazes, bem como os da ira e agressão.

As pessoas com altos níveis de neuropéptidos Y e Y1 no líquido cefalorraquidiano também tendem a mostrar altos níveis de agressão impulsiva.

Este neuropéptido também provoca a segregação de hormonas como a adrenalina e o cortisol, relacionado com o stress e com a resposta de luta/fuga.

Lutar por alimento 

Ou seja, quando estamos com fome, estamos mais dispostos a discutir e a lutar por comida. Um mecanismo que faz muito sentido na natureza, onde a comida é escassa e prevalece a lei do mais forte.

Quanto maior é a fome, mais irritadiço é o nosso comportamento, podendo desencadear situações violentas.

Na sociedade atual, onde a fome pode ser saciada facilmente, o neuropéptido Y1 só produz pequenas discussões com as pessoas que nos acompanham durantes as horas de refeição, normalmente o nosso parceiro, colega de trabalho ou com os filhos. 

Os investigadores da Universidade Estatal de Ohio trabalharam com 107 casais por um período de 3 semanas, e descobriram que quando os sujeitos apresentavam baixos níveis de açúcar no sangue, mostravam comportamentos hostis ou agressivos para com o seu cônjuge.

O estudo vai mais além da hostilidade, relacionando a fome e os comportamentos agressivos com a violência doméstica. Ainda que não seja o único fator, o autocontrolo necessário para dominar as nossas emoções requer muita energia. Se os níveis de glucose e energia disponível são baixos, é mais provável o desencadeamento de uma agressão.

Não sabemos se a relação entre a fome, o mau humor, a ira, o aborrecimento e a agressão é tão subtil e intensa como o estudo parece sugerir, mas certo é que parecem estar estritamente relacionados.

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Fonte: La voz del muro
Crêdito foto: La voz del muro

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